Como um erro pode acabar com seu blog
“Herrar é umano”
Assim começou meu dia no Twitter, vendo uma brincadeira do Luan, dono deste blog com a Juliana Sardinha. Esse tweet levou-me a pensar no conceito de certo ou errado na blogosfera. Não é preciso dizer que existem coisas inomináveis por aí, mas creio que o buraco seja mais embaixo. Vejo, às vezes, o “receio” que alguns poucos amigos têm acerca de minhas visitas em seus blogs. Na verdade, a palavra receio nem é a mais adequada. O que vejo é sempre uma desconfiança de que aquilo que escrevi é uma espécie de recado para alguém. Pode até ser visto que a quantidade de pessoas que não domina a norma padrão da Língua Portuguesa é enorme. Isso não é demérito para ninguém, pois até eu cometo minhas gafes enormes. A minha sorte é que tenho amigos atentos que sempre me corrigem. Este é também outro aspecto interessante. Não corrijo ninguém de que eu não goste ou que não queira aprender.
Pensando, no entanto, no tweet que motivou este post, digo que errar é sim humano. Acrescento ainda que errar é um privilégio de quem sabe o que está fazendo. Isso nos leva a um conceito um pouco mais próximo da realidade dos estudos gramaticais hoje em dia.
O conceito de erro mudou um pouco e o que temos agora é o ADEQUADO e o INADEQUADO.
Se você não sabe usar a norma culta corretamente, por favor, pare de ler este post ou então leia, mas não use o que digo aqui como desculpa para sua falta de cuidado linguístico.
Sabe-se que uma língua nunca é falada de maneira igual por todos os indivíduos de uma comunidade, seja ela virtual ou não. Ela varia de região para região, de classe social para classe social e, principalmente,de uma situação para outra. Tomarei a liberdade de usar o próprio Luan como exemplo. Pra mim, o autor do Sem Preceito e o Luan com quem converso no Twitter são pessoas distintas. Ele é o melhor exemplo de adequação ao contexto em que a linguagem será usada. A excelência na escrita de seus posts mostra claramente o cuidado que existe quando a situação exige mais formalidade e exatidão.
O modelo de correção, no entanto, sempre é aquele que foi escolhido como língua-padrão. Esse modelo corresponde ao modo de falar das pessoas de mais prestígio dentro do grupo social, quando usam a língua em situações formais.
A partir disso que eu disse, podemos concluir que correto é todo uso linguístico que se encaixa dentro das normas da língua-padrão; Errado é todo uso que se desvia desta.
Ainda que os erros se situem nas mais diversas camadas da língua, é possível determinar alguns tipos que costumam ocorrer com mais frequência, tomando por base, sobretudo, a língua escrita. Esse será o assunto dos próximos posts e já que o próprio Luan concedeu-me esta liberdade, quem sabe seu blog não apareça aqui como exemplo. Eu espero que não.












Companheiro Rogério, sou um cara teimoso e chato, e minha escrita não vai seguir essa nova reforma tão cedo. Eu a repudio. Portanto vou continuar a escrever idéia, pêlo, freqüência e o que mais vier por aí. Sei que serei vencido pelo tempo, mas não abandonarei a minha luta!
Uma das coisas que aprendi no primeiro ano da faculdade foi isso, não existe certo e nem errado na lingua falada. E o Twitter, por exemplo, é um ambiente informal, onde o que usamos é algo bem próximo da língua falada, portanto os erros são aceitáveis e até naturais.
Parabéns pelo texto Rogério!
Sou da mesma opinião (teimosia) do Cidão, e também continuarei escrevendo com a antiga regra…
Apesar de escrever de uma forma despojada no Virtual Z1 (diversas vezes, mas não sempre), eu sei escrever de outras maneiras, quando escrevo textos para uma certa empresa ai, que ela publicará em outros blogs, digito da forma mais culta possível, releio varias e varias vezes, até ter certeza que o texto tá perfeito… Já no Z1…
É humano mesmo, tanto que achei um erro
[...]Acrescento ainda queerrar é um privilégio de quem sabe o que está fazendo.[...]